terça-feira, 2 de outubro de 2007

Exibição de filmes Infanto-juvenis

Filmes :

Maré Capoeira (Paola Lemblanc)

é narrado pelo garoto Maré — todo mundo na capoeira tem apelido, segundo o protagonista —, porque ele vive grande parte do seu tempo na praia. O filme começa com uma roda de capoeira, que se torna o centro da narrativa, e cujo mestre é o pai do garoto. Mistura a história da família de Maré, uma linhagem de capoeiristas, e sua amizade com a menina Tatuí, que também participa da roda, com preciosas informações sobre a origem e a história da capoeira no Brasil. Os famosos Mestre "Pastinha", Mestre "Bimba" e "Madame Satã" são citados no curta, que ainda tem fôlego para se ocupar dos instrumentos utilizados nas rodas, dos cantos e dos vários tipos de capoeira existentes. A narrativa é enriquecida com trechos de outras produções brasileiras (como Barravento e Madame Satã, entre outros) numa mistura atraente de documentário e ficção.

Caçadores de Saci (Sofia Frederico)

o segundo filme, brinca com a lenda brasileira do saci pererê, em uma divertida história que se passa no interior de Minas Gerais. O saci, ou melhor, cinco deles, infernizam a vida da família de um pequeno lugarejo na roça, fazendo o feijão queimar, o milho da pipoca não estourar, o café ficar salgado... A família resolve contratar um famoso caçador de sacis e todos partem, sob suas ordens, para a caçada bem-sucedida.

Dona Cristina Perdeu a Memória (Ana L. Azevedo)

o terceiro filme, aborda as dificuldades que uma pessoa idosa enfrenta quando começa a ter problemas de memória. Moradora de um asilo, Dona Cristina sente a necessidade de conservar suas lembranças para se conectar com o mundo. Isso estimula sua relação com um garoto, morador da casa vizinha, que acaba se tornando cúmplice de sua memória afetiva. O filme diverte pela singeleza do diálogo entre os dois personagens e pela delicadeza com que o assunto, tão sério, é tratado pela diretora gaúcha.

Paisagem de Menino (Fernando)

narra a história de um grupo de garotos que, numa pequena cidade do interior do Paraná, vive uma infância despreocupada e divertida. Para conseguirem entrar no cinema local, eles lançam mão de mil artifícios. O grande dilema é que os freqüentadores devem estar calçados, e apenas um de nossos heróis tem sapatos. Na falta da telona, vale o improviso: usar a imaginação para criar um cinema e filmes de faz-de-conta. A história se passa em meados do século passado, com uma reconstituição de época bastante interessante. Um filme que diverte as crianças pelas peripécias vividas pelos garotos e fará, certamente, os adultos rememorarem seus dias de matinês em antigos cinemas por todo o país.

Quinta-feira, 11 de outubro.
Às 14:00 hs.
Entrada Franca.
Teatro do Espaço Cultural Sylvio Monteiro

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